RICARDO TAEKWONDO

RICARDO TAEKWONDO
Taekwondo - Política - Teologia - Ciência Política - Educação Física - Federação - Direito

Igreja Batista Fonte de Vida

sábado, 7 de março de 2009

SALMO 133, UMA LUZ NO FIM DO TÚNEL

O ser humano é gregário por natureza. Ninguém neste mundo consegue viver sem a participação efetiva de outrem. Se alguém veste, é porque fizeram as vestes, se comem, beneficiaram os alimentos, e assim verificamos que a participação humana está em todas as instâncias de vida.

No filme “O Naufrago”, o ator Tom Hanks fica completamente isolado em uma ilha, e para a sua sobrevivência foi preciso muita paciência para entender a natureza (a natureza é perfeita, tem o seu próprio ciclo e ritmo, e vive sem nós, mas nós não vivemos sem ela), e com o passar do tempo, o ator elegeu um personagem para conviver e dividir as alegrias e angústias do isolamento, uma bola de voleibol de marca americana se torna em Sr. Wilson. O filme trata de uma ficção, mas nos faz entender que mesmo não gostando de algumas pessoas, ou ações que elas impulsionam, é praticamente impossível vivermos sós. Nossa mente tem a necessidade de dividir experiências, contar fatos e aprender com algo ou alguém.

Teoricamente isto parece fácil, o convívio entre pessoas. Mas a cada dia, os indivíduos estão se afastando cada vez mais uns dos outros (isto em razão de vários fatores, como internet, a globalização, o mundo mais competitivo e capitalista como nunca, na busca por ótimos resultados). Estamos vivendo o sentimento de Blasé (o meu primeiro, os outros se der tempo), sempre preocupamo-nos com a nossa vida, nossa família, nosso dinheiro, nosso bem estar, mas nos esquecemos que para viver ou conviver em uma perfeita harmonia, o mundo deve conspirar em nosso favor, o sucesso de pessoas provocarão ou auxiliarão o nosso êxito.

Deve-se sair do obscurantismo, ou seja, desvendar nossos olhos para sair das trevas, e aprender mais com o próximo. [...] “Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (MT 22.37).

No princípio do mundo, disse o senhor: Faça-se Luz! E a Luz foi feita! A luz seja dada [...]! Sic transit gloria mundi, quem vira as costas para a Luz, é fadado a caminhar na sua própria sombra, ou seja, nas trevas.

“Se andarmos na Luz, como ele na Luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de JESUS CRISTO, seu filho, nos purifica de todo o pecado” (1Jo 1.7).

Ao andar na Luz estamos mostrando nossa verdadeira intenção, sendo verdadeiros, não escondendo nossa personalidade.

“Oh! Quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união. É como o óleo precioso sobre a barba, a barba de Arão, e desce à orla das suas vestes. É como o orvalho do Hermom, que desce sobre os montes de Sião, porque ali o SENHOR ordena a bênção e a vida para sempre” (Sl 133).

Nenhum progresso será alcançado se qualquer comunidade não viver em comunhão. E muitos são os obstáculos que impedem de caminharmos na Luz e nos levar a verdadeira comunhão.

1° Obstáculo: O ciúme.

Os ciúmes são um grande obstáculo à comunhão e à plenitude do Espírito. Significando “zelo doentio por aquilo que nos pertence” ou “receio de perder algo que nos é caro”, os ciúmes às vezes são confundidos com a inveja. Há, porém, uma diferença: temos ciúme do que é nosso e inveja do que é dos outros (Liasch Filho, Pedro).

O amor não pode existir com ciúmes, “o amor não arde em ciúmes” (1Co13.4).

No entanto, o ciúme é um sentimento de medo de perder algo que já possui, pois ao conquistar uma pessoa, um carro, um imóvel, enfim, na aquisição do que deseja, é natural o pensamento de satisfação pela conquista. Mas o fato de obter o que se almejou, não exclui a obrigação do zelo, porque quem ama cuida, e sempre está disposto a reforçar a vontade de continuar com o que tem. Por isso quando o namoro esfria, o casamento não anda bem, o imóvel degrada sua pintura, o carro já não possui o brilho de antes, está na hora de reafirmar o compromisso de cumplicidade, inovar e de forma alternativa reavivar o sentimento de prazer de possuir algo, como aquele que sentiu após a conquista. Não se pode ter ciúme por uma coisa que já tem, é o mesmo que voltar a um lugar que você nunca foi, ou seja, se já é seu, cuide! O que não se deve confundir é o ciúme da inveja, pois o primeiro trata-se do que é seu, e o segundo refere-se do que é dos outros, e se é de outro, não é seu!

2°Obstáculo: A Inveja.

É natural que no seguimento de sociedade, as pessoas tenham atuações diferenciadas, como ser carteiro, padeiro, telefonista, pedreiro, advogado, professor, enfim, cada um com a sua opção e preferência sobre aquilo que lhe convêm, pois imagine se todos gostassem de uma só profissão? Como seriam os atendimentos nos hospitais, como seria a limpeza de logradouros, como iríamos nos vestir, comer e divertir-se. Só que nessas profissões e atuações da escolha humana, há sempre o que se destaca mais, seja por sua assiduidade, ou por sua capacidade de desenvolver ótimos resultados.

O fato é que, se deve respeitar o progresso alheio. Se um indivíduo se destaca por sua eficiência, ou é promovido por sua evolução no trabalho, quem não o consegue, deverá rever os seus conceitos, e mudar de estratégia para conseguir o mesmo resultado, porque ao invés de ficar lamentando pela oportunidade do outro, deixará a oportunidade vossa escapar por estar cego na vaidade da Inveja.

A inveja é a podridão dos ossos (Pv 14.30).

Não sejamos cobiçosos, invejando-nos uns aos outros (Gl 5.26).

“A inveja tem sido responsável pelos mais hediondos crimes contra a pessoa humana” (Liasch Filho, Pedro).

Por inveja, Caim matou Abel, seu irmão (Gn 4.8).

Por inveja, José, filho de Jacó, foi vendido como escravo pelos próprios irmãos (Gn 37.28).

Por inveja, os judeus trocaram JESUS por Barrabás e o condenaram à crucificação (MT 27.18).

3°Obstáculo: A Maledicência.

O macaco senta em cima de seu “rabo” e mal fala do “rabo” dos outros.

Quem não é dono do seu silêncio, torna-se escravo de suas palavras.

Há três coisas que não voltam; uma pedra atirada, uma flecha lançada e uma palavra dita. Por isso tende cuidado antes de dizer algo!

A palavra tem um poder Divino, e infelizmente muitas vezes é usada para mal dizer, para destruir, mal comandar, desagradar, influenciar, desagregar, atiçar a contenda, aborrecer, e por muitos amaldiçoar.

Quando o ser humano entender a magnitude de uma palavra vai edificar boas relações, bons amigos, bons negócios, pois veja; JESUS veio ao mundo pela palavra, Maria sua mãe recebeu um anjo que lhe disse: Você terá um filho do Espírito Santo enviado por DEUS. No inicio só havia trevas e Deus disse: Faça a luz, e a Luz foi feita.

Considerando esta pré-disposição do bem dizer, imagine como será a vida quando o indivíduo deixar de criticar e profetizar coisas boas a quem o persegue, abençoar os que te quer mal, os pais iluminarem os caminhos dos filhos com as boas experiências de vida e dizer aos outros do presente que recebeu de DEUS, mesmo os filhos não o tendo agradado.

Não é o que entra pela boca o que contamina o homem, mas o que sai da boca, isto, sim, contamina o homem (Mt 15.11).

Não dirás falso testemunho contra o teu próximo (Ex 20.16).

O difamador separa os maiores amigos (Pv 16.18).

Sem lenha, o fogo se apaga; e, não havendo maldizente, cessa a contenda (Pv 26.20).

Por que se ao profetizar coisas boas, atrairá coisas boas. A boca fala o que esta cheio o coração!

4°Obstáculo: A discriminação de pessoas.

Não há saber mais ou saber menos, todos tem uma importância no seu devido tempo ou lugar. Não há como mensurar a inteligência, se um cientista estudar todos os dias a procura de informações para sua pesquisa, adquire mais conhecimento, e o fato de estar se aprimorando não lhe dá a plenitude intelectual ao ponto de se considerar melhor que outro ser humano, pois se com todo este conhecimento não souber cozinhar, e uma mulher que nunca foi à escola e cozinha muito bem se destacará em um almoço de domingo, enquanto ele pode aplicar a fórmula que quiser em cima da mesa que não sairá nenhum prato gostoso.

Se colocarmos uma criança recém nascida em um quarto, e por todo o seu crescimento não lhe apresentar foto ou imagem alguma de outras pessoas, nem mesmo olhar-se ao espelho, quando ela for apresentada a duas pessoas diferentes e perguntar se há alguma diferença sobre beleza, ela com certeza escolherá a mais bela. É natural do ser humano buscar a simetria, ou seja, o perfeito, pois temos uma “linha” que divide nosso corpo (imaginária), chamada de mediana, sendo então comum que se procure a mesma proporção de tamanho, largura ou cumprimento para as partes de nosso corpo, como por exemplo, a orelha direita ser semelhante à orelha esquerda. Mas deve-se tomar muito cuidado com esta busca muitas vezes inconsciente do “perfeito” ou do mais “belo”, pois se pode estar, muitas vezes indiretamente, agindo ou se portando de forma discriminatória, com as outras pessoas ou seus atributos.

Todos os indivíduos têm suas qualidades e seus defeitos, muitos podem ser bons pedreiros, no entanto outros bons padeiros. Respeitando as qualidades, e virtudes de outras pessoas, é o mesmo que suportar ou compreender seus defeitos ou erros no decorrer dos dias.

Aquele que até pode ser um péssimo jogador de futebol, pode ser o médico que lhe ajudará em um momento de enfermidade.

Não há diferença entre judeu e grego; porque um mesmo é o Senhor de todos, rico para com todos os que o invocam (Rm 10.12).

5°Obstáculo: A apropriação indébita.

O que é meu é meu, o dos outros só 50%. Este é um grande jargão da corrida egocêntrica do capitalismo. A grande pressão para ser bom no que se trabalha, obter sucesso no que se planeja, faz o indivíduo frustrar-se com a não realização de algum sonho ou projeto. Isto pode levar uma pessoa a cometer alguns erros que com certeza impedirão de viver em comunhão, e principalmente conviver em sociedade.

Se contentar com o que tem, ou satisfizer-se com o que poderá conquistar, não é somente um estado de conformismo (pois se queres algo que ainda não tem é saudável), é compreender que a vida é cheia de oportunidades, e que o sucesso de outras pessoas não pode ser um obstáculo no que se almeja. Mude de planos para conquistar o que deseja ou escolha outro desejo (o que lhe é mais palpável) para satisfazer-se. No entanto, não obtendo êxito no que se planeja, de maneira alguma deverá se apoderar do bem alheio, nem mesmo de grandes idéias confidenciadas para um novo projeto, pois não há pecadinho, nem mesmo pecadão, se tomares o que não lhe pertence, mesmo que seja somente um alfinete, estarás atrapalhando a comunhão com o próximo e principalmente com DEUS.

O cristão que furta é um grande tolo, já que os seus atos nunca ficarão encobertos, pois DEUS conhece até os nossos pensamentos (Sl 139.1-3).

Não furtarás (Ex 20.15).

Aquele que furtava, não furte mais; antes trabalhe, fazendo com as mãos o que é bom, para que tenha o que repartir com o que tiver necessidade (Ef 4.28).

6°Obstáculo: A deslisura nos negócios.

Falcatruas, fraudes, embustes, atos de má-fé, sonegação, mentira ardilosa, logro etc. São frutos da carne, contrários à comunhão dos santos (Liasch Filho, Pedro).

Receber lucro sobre aquilo que se propõe a vender ou revender, não configura coisa ilícita ou desonrada. O comércio de especiarias é a pratica de compra e venda mais antiga do mundo, provinda do oriente pessoas praticavam alborque, barganha, baldroca, permuta, tinhanha ou vendiam o que produzia para obter outras especiarias para alimentar sua família. E com o passar do tempo tornou-se uma profissão.

Daí a César o que é de César, daí a DEUS o que é de DEUS. Não mais e nem menos deve ser a obrigação com os tributos, pois se fizer uma venda ou troca justa, nada mais lícita é receber o que lhe é devido. O que é justo? Conforme a justiça, à eqüidade, à razão, Imparcial, reto, íntegro, exato, preciso (dicionário Aurélio), ou seja, satisfazer ambas as partes por aquilo que se propuseram a realizar em virtude de um negócio, não deixando seqüelas ou desrespeitando a integridade do outro com a prática do jeitinho, e da mentira em dizer que o produto ou mercadoria estava boa e no interior de sua consciência sabe não se encontra em perfeito estado.

Ninguém oprima ou engane a seu irmão. O SENHOR é vingador de todas estas coisas (1 Ts 4.6).

Peso inteiro e justo terás; efa (medida) inteira e justa terás; para que se prolongue os teus dias na terra que te dará o SENHOR teu DEUS (Dt 25.15).

Balança enganosa é abominação para o SENHOR, mas o peso justo é o seu prazer (Pv 11.1).

Trabalhar com língua falsa para ajuntar tesouros é vaidade que conduz aqueles que buscam a morte (Pv 21.6).

7°Obstáculo: A intolerância.

Considerando que não existe mais ou menos inteligência, e que não se deve julgar a ação de outro indivíduo, pois isto cabe a DEUS, resta então à maturidade e o aperfeiçoamento da tolerância.

A tolerância é tendência a admitir modos de pensar, de agir e de sentir que diferem dos de um indivíduo ou de grupos determinados, políticos ou religiosos (dicionário Aurélio). No entanto, entender esta virtude de submeter às paixões e vencer toda a barreira do preconceito, propõe uma visão lúcida de consciência no entendimento de superação, pois aceitar as diferenças até mesmo o desequilíbrio requer um exercício de paciência e compreensão com os outros.

Sendo vós sensatos, de boa mente tolerais os insensatos (2 Co 11.19).

Nós que somos fortes, devemos suportar as fraquezas dos fracos, e não agradar a nós mesmos (Rm 15.1).

8°Obstáculo: A inimizade.

O vosso maior inimigo é o espelho!

A única maneira de se construir inimigos é tendo amigos, pois ser inimigo de quem não conhece é difícil (imagine ser inimigo de um indivíduo que nunca viu e que mora no sul da África).

A amizade também é cumplicidade, dividir alegrias e adversidades, e por estar mais íntimo uns dos outros, compartilhando todos os sentimentos, poderá trazer consigo a animosidade, assim a liberdade torna-se libertinagem, não havendo mais respeito com os limites da moral e até mesmo com os dos bons costumes, proporcionando um revés de temperamento e compreensão. Uma gota de água pode se transformar em uma tempestade. Esquece-se das afinidades e fidelidades, e descobre o pior; que a outra pessoa sabe de seus defeitos.

Seguindo este raciocínio, provavelmente um bom amigo poderá se tornar o pior inimigo.

Se trouxeres a tua oferta ao altar, e ai te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa ali diante do altar a tua oferta, e vai reconciliar-te primeiro com teu irmão e, depois, vem e apresenta a tua oferta (Mt 5.23,24).

Tudo provém de DEUS, que nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo e nos deu o ministério da reconciliação, a saber, que DEUS estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões, e nos confiou a palavra da reconciliação (2 Co 5.18,19).

[José] beijou a todos os seus irmãos, e chorou sobre eles; depois seus irmãos falaram com ele (Gn 45.15).

Bem aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filho de DEUS (Mt 5.9).

9°Obstáculo: O desamor.

O amor é confundido com a paixão.

A paixão é o que nos move, nos impulsionam e nos anima. Faz com que os sentidos tomam força e vigorosidade, é como pensar no que conquistou ou está para conquistar e suspirar intensamente, ou sentir um friozinho no abdômen, é sonhar acordado e estar pensando quase todo o tempo neste sentimento.

Já o amor é estável e racional, é o que nos sustenta. Sólido e sóbrio, o indivíduo incondicionalmente elege algo e vive conscientemente em sua função.

No entanto ignorar este sentimento de amor pode impedir que o ser humano conheça mais a si mesmo.

Maus hábitos como, má alimentação, ausência de exercícios físicos, boas leituras, pode ser indícios de desgosto com sigo mesmo, pois se queres viver bem tenha bons hábitos. E se não consegue amar o seu próprio ser, imagine amar outro, respeitando as diferenças, não ser compreensível, compadecido, auxiliar nos momentos de dificuldades, em fim, enclausurar-se na prepotência e na arrogância do egocentrismo.

O desamor pode ser considerado como a morte do mais profundo sentimento de cumplicidade e das relações entre os indivíduos.

Ouvistes que foi dito: Amarás o teu próximo, e odiarás o teu inimigo. Eu, porém, vos digo: Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem (Mt 5.43,44).

Amarás o Senhor teu DEUS de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. Este é o primeiro e grande mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda lei e os profetas (Mt 22.37-40).

Sobretudo, tende ardente amor uns para com os outros; porque o amor cobrirá a multidão de pecados (1 Pe 4.8).

10°Obstáculo: O ressentimento.

Para viver cada vez em nossas vidas o amor incondicional por tudo e todos que nos cercam. Através do processo de perdoar nos tornamos conscientes de que podemos fazer uma escolha entre dois sentimentos: o amor ou o medo. Onde o amor está não existe nenhum tipo de medo, seja em forma de ódio, ciúme, insegurança, dúvida, arrogância, vitimismo, etc. Porém, quando vivemos no medo escondemos a pura expressão desse amor que é a nossa essência. Por isso praticamos o perdão, para nos lembrarmos uns aos outros sobre nossa verdadeira identidade essencial, o amor (CCA).

Diz uma paráfrase, que certo homem muito rico deixou sua fortuna para o único filho que tinha. Mas como quase todo filho único, em pouco tempo acabou com tudo o que tinha. E para sua infelicidade teria que cumprir uma promessa feita no leito de morte de seu pai que dizia: filho tome conta de tudo o que te deixo, pois trabalhei minha vida toda para te deixar um bom conforto, mas se falhares nesta missão que lhe dou, vá até a fazendinha (propriedade distante que possuíam) entra no celeiro e faça o que tem que ser feito.

Ao lembrar-se desta promessa, o jovem rumou para o seu compromisso, e lá chegando entrou no celeiro todo empoeirado, quando logo avistou no centro do velho barracão um pequeno patamar com uma corda pendurada.

Nossa! Ele exclamou, e disse: meu pai sabia que iria fracassar com minha promessa e quer que eu o honre me suicidando, para não envergonhá-lo perante todos.

E assim o fez, subiu no patamar passou a corda no pescoço e pulou. Só que a madeira que sustentava a corda estava podre e ele caiu em um poço cheio de ouro, e em uma das paredes estava escrito: filho, muitas são as dificuldades da vida, e sábio é a pessoa que aprende com elas, se está lendo isto é porque conheceu algumas delas, e te perdôo na esperança de um grande amadurecimento e um bom recomeço, DEUS te abençoe e boa sorte, na sua nova caminhada.

Pois bem, quantos neste mundo, até mesmo pais e mães não abandonam os seus filhos pelos erros que cometem, e quantos não dão uma nova chance de oportunidade para poderem mostrar que são vencedores no que fazem.

Quando estiverdes orando, perdoai, se tendes alguma coisa contra alguém, para que vosso Pai, que está nos céus, vos perdoe as vossas ofensas (Mc 11.25).

Quando chegaram ao lugar chamado Calvário, ali o crucificaram [...] Contudo, JESUS dizia: Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem (Lc 23.33,34).

11°Obstáculo: A vingança.

Acender vela boa em defunto ruim! Quem nunca ouviu este ditado?

O dia tem 24 horas, se considerarmos que 8 horas são para o trabalho e no mínimo 8 para descansar e repor as energias, sobrariam apenas 8 horas, para: cuidar dos estudos, da esposa (ou esposo), filhos, tarefas domiciliar, acertar contas em bancos (que quase não tem filas), comer, tomar banho (e toda a higiene pessoal), e muitas outras atividades que exigem tempo e concentração. Depois de todas estas atribuições diárias, concentrar o máximo de energia e vitalidade para vingar-se de além ou algo, é extremamente perda de tempo, literalmente.

Deixe as coisas ruins para pessoas ruins, e fique com as boas; mentes brilhantes pensam em projetos, mentes médias pensam em sonhos e mentes pequenas pensam em pessoas, e o que é pior, em pessoas que não deveria ser presenteadas com seus pensamentos, a não ser os de perdão.

Não digas: vingar-me-ei do mal; espera pelo SENHOR, e Ele te livrará (Pv 20.22).

Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem (Rm 12.21).

12°Obstáculo: O descaso com os deveres para com os empregados.

O homem colhe o que planta. Planta vento colhe tempestade. E quantos não começam o dia de trabalho maltratando os empregados, porque o dia anterior não foi tão bom quanto queria?

E todo o estímulo terá uma resposta, se tratares as pessoas ruins, ruins será o seu comprometimento com as outras pessoas (pois o funcionário quase nunca desconta no empregador, e sim nos clientes).

Tendo um bom relacionamento com os funcionários, tratando-os como colaboradores e parte importante do processo de empreendedorismo, com toda a certeza a produtividade será diferenciada. O funcionário feliz com o trabalho rende mais e conseqüentemente melhor será a produção e por fim todos ganham.

Que a remuneração deve ser justa (Ml 3.5).

Que não deve atrasar os pagamentos (Dt 24.15).

Nem tão pouco retê-los (Tg 5.4).

Que as reivindicações do empregado, sendo justa, devem ser atendidas (Jó 31.13,14).

13°Obstáculo: O descaso com os deveres para com o empregador.

Um velho senhor, cansado da labuta de muitos anos, decide aposentar-se. Ao comunicar ao seu patrão, o mesmo pede para que ele realize uma última obra.

Mesmo descontente com o pedido, pois se sentia cansado, fez o trabalho com pouco empenho, usando materiais de segunda linha, ferramentas de segunda qualidade, acabamento inferior a qualquer outro trabalho que já havia feito.

No final da obra chamou o patrão: senhor está pronto sua obra, pode entregá-la a quem lhe pediu.

O patrão feliz com a lealdade de anos e dos bons serviços prestados a empresa, disse: pegue esta chave, este último trabalho que realizou é para recompensar o que tens feito estes anos todo, a casa é sua, e obrigado por me servir tanto tempo.

Ao procurar emprego, muitas vezes o empregado se sujeita a todo tipo de trabalho, até mesmo o que nem sabe fazer, simplesmente por necessidade, mas ao longo do tempo, se esquece que um dia precisou de ajuda e negligencia a qualidade que deveria prestar.

Quanto mais trabalho receber do empregador, prolongado será os pagamentos.

Não obedeçais a vossos senhores apenas quando estão olhando, só para agradar a homens, mas como servos de Cristo, fazendo de coração a vontade de DEUS (Ef 6.6).

14°Obstáculo: Falta de empenho para pagar as dívidas.

Pior do que fazer dívidas é não ter como pagar.

A necessidade e o prazer caminham lado a lado.

A necessidade nos lembra de comer, de vestir, de passear, enfim viver com harmonia garantindo a sobrevivência do ser.

Já o prazer encanta e confunde os sentidos da própria necessidade, pois para sobreviver o indivíduo tem que comer, se vestir, andar, e isto não quer dizer que terá que comer a comida mais sofisticada, vestir a roupa mais cara, ou usar o sapato italiano que ainda não foi lançado no Brasil.

Deve-se viver bem, mas comedido em relação às necessidades. Quem não sabe quanto gasta, nunca importará quanto ganhará, sempre será pouco, e honrar com os compromissos, não quer dizer somente ser fiel ao que se propôs, mas abençoar aquele que vende e aquele que trabalha. Para se vender, deve-se comprar a matéria prima ou o que se dispõe a vender, e tudo tem um custo, e as pessoas suas obrigações como fornecedores, aluguéis, água, luz, impostos, funcionários etc.

A ninguém devais coisa alguma, a não ser o amor com que vos ameis uns aos outros (Rm 13.8).

O ímpio toma emprestado, e não paga; mas o justo se compadece e dá (Sl 37.21),

A viúva que tomou emprestado as vasilhas para armazenar o azeite, produzido por um milagre foi instruída pelo profeta Eliseu a guardar o azeite suficiente para a sua manutenção e vender o excedente para pagar as dívidas (2 Re 4.3-7).

15°Obstáculo: A mentira.

Na vida existe: a verdade de um, a verdade de outro e a verdadeira. E na existência humana pode-se considerar e identificar o indivíduo por três aspectos: Quem ele pensa que é! Quem os outros pensam que ele é! E quem realmente ele é.

Tratar a existência humana com o desrespeito e a mentira torna qualquer pessoa em desacreditada para atribuir-se confiança, pois para confiar em alguém, o indivíduo deve agir com a verdade, mesmo sendo dura e realista.

Quando omitir ou mentir sobre algo ou alguém, a pessoa esconde uma frustração e provavelmente uma impotência de querer ser mais do que é.

Ao deixar dúvidas sobre a verdade, baseando uma ação sempre na mentira, a probabilidade de não perdurar o engano e ser descoberta, é de 100%, pois ninguém engana a si mesmo e a pior pena imputada para este tipo de ação é a consciência.

Para o descanso, não há o que se iguale a uma boa noite de sono, e passar noites de insônia enclausuradas com o martírio da própria consciência é um dos piores sentimentos.

Haja o que houver, sempre diga a verdade, a mentira destrói, desmancha, engana, mata, ou seja, é o adjetivo contrário e ruim para qualquer ação contrária a verdade.

Quanto ao trato passado, vos despojeis do velho homem, que se corrompe pelas concupiscências do engano; e vos renoveis no espírito do vosso entendimento; e vos revistais do novo homem, que segundo DEUS é criado em verdadeira justiça e santidade. Pelo que deixai a mentira, e falai a verdade cada um com o seu próximo, pois somos membros uns dos outros (Ef 4.22-25).

Ele (o diabo) foi homicida desde o princípio, e não se firmou na verdade, pois não há verdade nele. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, pois é mentiroso e pai da mentira (João 8.44).

Ficarão de fora os cães, os feiticeiros, os adúlteros, os homicidas, os idólatras, e todo aquele que ama e pratica a mentira (Ap 22.15).

Considerações.

A vida em comunhão pode não parecer fácil, mas com toda certeza é a melhor.

A prática faz o bom desempenho, no entanto se praticarmos a comunhão, bons dias vos acompanharão, e reconhecer os erros torna-se uma virtude inigualável, pois o reconhecimento de um erro somado com a prática de bons costumes é levantar templos a virtude e cavar masmorras aos vícios. Os corações e inteligências sejam sempre iluminados pela luz que vem do Alto e que, fortificados pelo amor e bondade do SENHOR, possam compreender que, para vosso trabalho ser coroado de êxito, necessário é que, em nossas deliberações, subjuguemos paixões e intransigências, à fiel obediência dos sublimes princípios da COMUNHÃO, afim de que vossas ações sejam um reflexo da ordem e da beleza que resplandece do trono de DEUS.

O que encobre as suas transgressões nunca prosperará, mas o que as confessa e deixa, alcançará misericórdia (Pv 28.13).

A DEUS toda honra e toda a glória!

Bibliografia consultada

A Bíblia Sagrada, 2ª Ed. São Paulo: Sociedade Bíblica do Brasil, 1993.

Dicionário Aurélio. Positivo, 5.0.40.

Liasch Filho, Pedro. Pastor Igreja Pedra viva.

http://www.cca.org.br/pratica.php?opid=perdao

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