RICARDO TAEKWONDO

RICARDO TAEKWONDO
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Igreja Batista Fonte de Vida

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Religião Vs Religiosidade


É sabido que a cada dia cresce inúmeras igrejas em nosso país, em especial as evangélicas, e sendo mais específico, as “pentecostais”.

Quando deparamos em um mundo conturbado por grandes flagelos, e uma sociedade anestesiada com o “caos” social, podemos plausivamente entender a necessidade, destas novas criações “evangélicas casas de Deus”, pois ao chegar à porta desta um “irmão” lhe acolhe perguntando o seu nome (imagine que hoje em dia só perguntam seu nome para fazer um cadastro), como esta se sentindo hoje (nos hospitais e PSs, os plantonistas lhe receita um remédio sem ao menos perguntar como e o que esta sentindo), se gostaria de entrar e dividir o “pão da vida” (nossa, a maioria das pessoas que existem só dividem o que é seu, pois os deles nem o mostram), e por fim é apresentado aos membros como mais um integrante da “família cristã”, e será sempre bem vindo (no dia-dia pessoas passam a seu lado e nem ao menos pedem desculpa pelos esbarrões que lhe dão). Deve ser por estes e outros motivos que a igreja evangélica é a que mais cresce no Brasil, e a igreja católica para não perder os “fiéis”, tornou-se mais carismática do que nunca.

A grande problemática nem está pautada na criação ou ampliação de novas “igrejas”, pois se considerarmos que o meio faz a relação com o homem, logo se procurar meios sociais “bons”, para a mente e o corpo, espera-se que terá uma vida longe das aflições e adversidades “ruins” que a vida lhe impõe, mas o que preocupa é a grande diferença entre a religião (que é necessária para “chegarmos a Deus, como um elo que nos liga ao divino) com a religiosidade (ou seja, a pratica da religião com a rotina de igreja e tudo que serve de instrumento para tal, pastor, diáconos, células, discipulado...).

É perceptível e palpável que as pessoas na sua maioria, têm procurado á Deus com regularidade, seja por uma grande dificuldade, por um acidente, uma doença, a falta ou escassez de dinheiro, o que tem nos assustado que esta “procura” não tem fundamentação espiritual, percebe-se o “toma lá da cá” da “benção”, e o que é pior a “procura” da conveniência, onde o ser “cristão” só se lembra que é quando vai à igreja ou esta precisando, como no exemplo: - Dona Maria todo domingo vai à igreja com o seu único filho, vestindo sempre o vestido que sua mãe lhe presenteou no aniversário de 35 anos, de cor azul anil com bordas brancas e pedras de brilhante (falsificado). Quando seu filho depara-se com a mãe vestida de azul anil, sabe que é o dia de ir a igreja e que ao perguntar a ela o porquê de ir, ela sempre responde, - É por que somos crentes filho!. Uma bela manha de terça feira, Dona Maria, colocou o vestido azul anil, para que sua irmã pudesse fazer alguns ajustes, pois passaram-se muitos natais e seu peso já não é mais o mesmo, quando seu filho apareceu e perguntou, - Devo ir tomar banho mamãe? – Não filho, porque a pergunta? – É que a senhora está “crente” hoje!, vamos a igreja?.

Pois bem, desta forma que os “crentes” estão buscando a Deus, dominical ou quando a água bate no “traseiro”, e quantos filhos estão acompanhando seus pais “obrigados”, ou mesmo sem saber o porque daquela intenção. Será que quando crescerem, serão a reprodução fiel do que estão vivenciando?

A problemática de “pedir”, não esta no que se pede (quando estamos em apuros quando crianças buscamos a presença paterna ou materna para a resolução de alguns problemas, e se considerarmos Deus como a figura de um “pai”, nada mais legítimo), é como se pede, e como respeitar a resposta do pedido, pois pode não vir da forma como pedimos ou idealizamos, como por exemplo: Augusto recém batizado em uma igreja evangélica, aprende a “orar com o coração”, pede. – Pai, me de uma pessoa que possa estar a meu lado, viver as alegrias de um novo homem, e compartilhar a felicidade de uma nova vida com Deus!. Uma “irmã encalhada” já fazia algum tempo, aproveitou a oportunidade do que escutou e se postou a frente de Augusto. Ele abriu os olhos após sua “oração”, viu aquela mocinha “feia” a sua frente e disse: - Oh, meu querido Pai, estou falando sério!!!.

Quem muito pede, pode receber. Mas tende cuidado ao pedir, pois você pode ser logo atendido.

Não é esta a visão de busca que se deve ter, pessoas estão se perdendo no processo espiritual por não conseguirem enxergar além do pastor e da igreja. Estão presos na religiosidade, e muito preocupados como anda a vida alheia, e praticam o “cristianismo”, somente quando estão “precisando”, ou na igreja. Deixam de agradecer a dádiva (que é o presente, por isso o nome), de acordar com saúde, com trabalho, com família, mesmo que com dificuldades financeiras, pois quem hoje não tem contas a pagar?

A religião só terá sua finalidade respeitada, quando a religiosidade sair do obscurantismo da ignorância, da perfídia e erros, e procurar a luz, porque se continuarem de costas a Ela, estarão fadados a permanecer e viver da sua própria sombra.